Portimão - Aljezur

Percurso de automóvel - Extensão aproximada 56 Km

Este percurso une três zonas completamente diferentes do Algarve: a costa sul, com as suas praias repletas, as alturasCaldas de Monchique verdes da serra de Monchique e a paisagem agreste da fachada atlântica. Neste passeio a navegação é evidente, por isso dispensa-se o itinerário pormenorizado.

A saída é de Portimão e faz-se para norte pela EN124. Em Porto de Lagos (nome que sugere a que ponto a assoreamento dos rios se acentuou ao longo dos séculos) bifurcamos à esquerda para a EN266. Estamos a 11km do nosso primeiro objectivo, Caldas de Monchique.

As termas funcionam de 1 de Junho a 31 de Outubro, sendo as suas águas recomendadas para o reumático, as afecções respiratórias e digestivas bem como o problema dos ossos. Nas Caldas destaca-se o elegante e decorado edifício das termas, em desenho neo-árabe, peça romântica característica dos finais do séc. XVIV. A mata circundante, não tendo já o esplendor de outrora, pode ainda proporcionar agradáveis passeios a pé, alternativa segura ao litoral, tornado insuportável pela canícula de Agosto e correlativas multidões.Caldas de Monchique
A vila de Monchique, que em seguida se atravessa, pouco parece ter de algarvia. Dir-se-ia uma versão alterada de Sintra, de tal forma são patentes as semelhanças ao nível das casas e da vegetação circundante. A única grande diferença é que nas encostas sobranceiras os incêndios e a eucaliptalização têm mudado radicalmente a paisagem.

Antes de atacaras alturas de Fóia, ponto mais alto do Algarve com os seus 902 m, o viajante pode fazer 8km para nordeste e visitar a interessante aldeia de Alferce, a dois passos Picota, outro cabeço imponente (773m).

Além das águas, Monchique é conhecida pelas suas cadeiras e bancos em tesoura, de inspiração romana. Fabricam-nos Jaime Baiona, Jorge Manuel e José António Salvador (informações na Casa dos Arcos, Estrada Velha, Monchique).

Depois das alturas, a viagem para a costa. Saindo de Monchique na direcção de Aljezur, passa-se na curiosa povoação de

Igreja Matriz de Aljezur

Marmelete (casinhas brancas entre alfarrobeiras) e, após os primeiros quilómetros de curvas, atinge-se a estrada de bom piso que nos leva ao fim do percurso (30km).

Aljezur é uma terra de artesões. Na Rua do Nascer do Sol encontra Carminda Santos (trapologia) Manuel da Glória e Isidoro Pires (cestaria). Mais adiante, na Vila Antiga, José Lázaro fabrica miniaturas de madeira. No Largo do Pelourinho,

nº 5, pode visitar o «atelier» Manusfactum e apreciar a exposição de peças figurativas em cerâmica de Ernesto Guerreiro e Zabel Moita.Costa Vicentina

Desta última vila – onde lhe sugerimos um passeio a pé com navegação à carta (que poderá pedir no posto de turismo), pode partir depois na direcção da costa e visitar algumas das jóias da Costa Vicentina: Arrifana, Bordeira (não deixe de visitar a aldeia do mesmo nome), Carrapateira, praia do Amado e, sobretudo, a sucessão de praias semi-desertas a norte de Vila do Bispo (Castelejo, Murração, Cordoama, etc.). Ou seja, um acrescento de mais 60km ao percurso.

Informação compilada de Expresso – Guias de Portugal
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